quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei."




[In.: Ao som de Suzane Vega - O Estado de S. Paulo, Caderno 2, 29/07/87.]

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